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O programa Renováveis na Hora em Portugal foi lançado em 2008 com o objetivo de promover a adoção de energias renováveis. Este programa permitiu a consumidores domésticos e empresas produzirem eletricidade renovável através de sistemas de minigeração e microgeração, como turbinas eólicas micro e painéis solares fotovoltaicos.

Algumas das vantagens do programa foram:

  • Simplificação do processo de licenciamento: Realizava-se através da internet.
  • Isenção de impostos: Sobre os rendimentos da produção e venda de eletricidade.
  • Tarifa atrativa: Para a venda de toda a energia produzida.

O nosso cliente, instalou em fevereiro de 2012 um sistema de microgeração on-grid para venda total da sua produção solar fotovoltaica de potência máxima de 4Kw composto por:

  • 2 strings de 9 módulos cada um.
  • 1 inversor on-grid SMA Sunny Boy de 4Kw
  • Quadro elétrico AC com:
    • Disjuntor diferencial
    • Disjuntor Magneto Térmico
    • Proteção contra sobretensões.
  • Contador de energia elétrica Marca JANZ, modelo C2801R2. Com modem GPRS integrado.
    • Fusíveis seccionadores de proteção na conexão à REDE. 

Inversor On-Grid Sunny Boy 4Kw

 

Sem maiores problemas, salvo os impostos pelo clima, o sistema funcionou eficientemente durante 11 anos beneficiando-se do regime bonificado da época de €0,326 / Kwh.

 

Em julho de 2024 fomos contactados pelo cliente já que desde janeiro de 2024 o cliente tinha deixado de receber os pagamentos por parte da comercializadora de energia elétrica “SU ELECTRICIDADE” que lhe indicaram que não estavam a receber as leituras de produção.

 

Depois de cumprir com os requisitos de DECLARAÇÃO DE AUTORIZAÇÃO A TERCEIROS da E-Redes por parte do nosso cliente, procedemos à abertura da caixa onde se encontrava o contador de produção, encontrando-se o mesmo completamente avariado sem conseguir obter algum tipo de informação ou reação no seu ecrã. Depois de realizar um processo de troubleshooting e sem conseguir obter resposta por parte do equipamento, declaramos o mesmo como avariado irreparável. Para o que seria necessária à sua substituição incluindo o modem e o seu cartão SIM que também não estava a funcionar e o nosso cliente desconhecia a que operador e número estavam associados este cartão SIM.

 

Investigamos diretamente com a E-Redes quem é o operador de REDE quais são os contadores homologados para realizar a substituição. Para nossa surpresa, a informação disponível no portal web da E-Redes indica que E-Redes não é responsável pela substituição ou manutenção do contador e equipamentos de comunicação sob o regime de microprodução. A informação que suporta o indicado está disponível no DL 153/2014 e no site da E-Redes.

 

Resumindo, o sistema de medida, contagem e telecontagem é da responsabilidade do produtor, devendo suportar o custo associado ao contador de produção que mede o total da eletricidade injetada na Rede Elétrica de Serviço Público tal como efetuar a substituição do cartão GSM quando necessário.

No mesmo site da E-Redes aparece este link para um Excel, onde especificam os contadores aprovados para a Mini/Microprodução, UPPDL153/2014 e ACC/CER.

 

Depois de trocar alguns contatos com a E-Redes conseguimos definir para o mês de agosto qual seria o contador de produção homologado e aceite pela E-Redes para substituir o contador avariado e o seu modem.

 

Os equipamentos selecionados foram:

  • Contador ITRON LEIT Direta ACE SL7000.
  • MODEM ITRON GSM P/CONTADOR ITRON GSM-ITRON ACE SL7000.
  • Cartão SIM operador MEO.

Selecionamos a IDEALSAT, como nosso distribuidor de equipamentos e material elétrico para fornecer o contador e o Modem para este cliente. A provisão do cartão SIM ficou responsável o nosso cliente.

Para o dia 12 de outubro de 2024, realizamos a instalação do contador e o seu respetivo modem.

 

Pedimos pelo site da E-Redes uma marcação para a selagem e configuração do contador com o respetivo CPE de produção, assim como a ativação do contador e testes de comunicação do modem.

 

A E-Redes entrou em contato com o cliente para combinar esta visita técnica no dia 19 de outubro de 2024. Faço a recordação de que este último passo e serviço é feito pela E-Redes e que tem um custo adicional. Esta visita da E-Redes tem um custo diferenciado de valor de 119,80 € + IVA = (147,35 €). Segundo a última tabela de preços.

 

No dia 19 de outubro, E-redes selou o contador, mas mostraram alguma dificuldade com o cartão SIM, indicaram que resolveram a situação e deram o trabalho como concluído. O cliente ficou a aguardar pela respetiva produção dos painéis.

 

Para o dia 23 de outubro, o cliente recebeu a seguinte comunicação da E-Redes:

 

Caro(a) Cliente,

Analisámos o funcionamento do seu equipamento de medição instalado no CPE PT000XXXXXXXXXXXX, RUA XXXX XXX XXXX.

O seu equipamento de medição não está a funcionar corretamente.

 

Verificamos que o seu equipamento de medição se encontra em anomalia de comunicação, desta forma não é possível transmitir as leituras de produção ao seu comercializador.

 

Consultamos com o site da MEO e aparente o cartão ainda tinha consumido dados.

 

Para o dia 30 de outubro, o cliente recebeu a seguinte comunicação:

 

Caro(a) Cliente,

Detetámos uma anomalia de comunicação na sua instalação de produção. Esta situação impede-nos de recolher os dados relativos à produção de energia elétrica, situação que o poderá prejudicar em termos de contabilização da energia injetada na nossa rede.

Contacte um técnico para proceder à resolução da anomalia. Após ter uma data acordada com o técnico, poderá agendar o dia para a visita técnica de desselagem/selagem, através do formulário online, disponível na área Contacte-nos, opção "Visitas Técnicas", em e-redes.pt ou através da Linha de Apoio ao Cliente.

 

Nesse mesmo dia, contactamos o distribuidor dos equipamentos para solicitar suporte perante a desconcertante situação, para o que se mostraram disponíveis para dar o suporte necessário.

 

No dia 11 de novembro o cliente recebeu a seguinte comunicação da E-Redes:

 

Confirmamos a existência de uma anomalia de comunicação.

Efetuado teste de comunicação sem sucesso.

Deve contactar o seu instalador para verificar a situação.

GSM não comunica.

 

O sistema de contagem, composto pelo modem, cartão GSM e contador, deve cumprir os requisitos técnicos - interoperabilidade, comunicações e segurança - definidos pelo respetivo Operador das Redes de Distribuição (ORD).

 

O cartão GSM que adquirir, deve assegurar os seguintes requisitos:

  • Comunicação "Circuit Switch Data” que corresponde à comunicação de dados sobre voz.
  • Permitir apenas receção de chamadas. Não deve permitir fazer chamadas.
  • Não deverá ter PIN ativo, ou seja, cartão SIM sem PIN.
  • Cartão tipologia M2M (Machine to Machine).
  • Deve permitir comandos OTA (tecnologia Over The Air) e STK (SIM ToolKit).
  • Deve ter no mínimo capacidade para 250MB.

Nesse dia o cliente assumiu a responsabilidade de conseguir um cartão SIM com estas características. Contactaram o serviço de MEO empresas e providenciaram um cartão de teste da MEO empresas IOT Connect.

 

No dia 8 de dezembro realizamos a troca do cartão SIM no modem e solicitamos novamente os testes de comunicação.

 

No dia 27 de dezembro, o cliente recebeu uma comunicação da E-REDES dizendo "O contador de energia elétrica total produzida efetua as comunicações com sucesso". Com isto, apenas faltava aguardar pela substituição do cartão SIM provisório pelo definitivo.

 

No dia 18 de janeiro de 2025, o cliente nos comunica que a E-Redes comunicou que os testes foram efetuados com sucesso, no entanto a “SU eletricidade” ainda não recebeu os valores relativos à produção, informaram a E-Redes sobre esta situação e eles disseram-lhe que a iam normalizar.

 

No dia 27/01/25 a E-Redes ligou para o cliente para providenciar um eletricista no dia 31/01/25, e trocaram a posição dos fios do contador porque segundo eles estavam ao contrário.

Passados alguns dias o cliente contactou ao comercializador “SU Eletricidade” e disseram-lhe que continuam a não receber dados da parte da E-Redes, no entanto há envio de alguns dados até outubro de 2024 e do novo cartão provisório também saíram dados, só que segundo a “SU Eletricidade” a E-Redes tem os dados bloqueados. A “SU eletricidade” no dia 10/02/25 iam enviar pedidos de esclarecimento a E-Redes.

Continuamos à espera, entretanto o cartão provisório já expirou.

Atualmente, desde a We Live Solar, seguimos à espera do cartão definitivo para trocar pelo provisório que já expirou. E seguiremos acompanhando e atualizando este caso até conseguir a solução e satisfação do nosso cliente.

Confirmamos nosso compromisso com os nossos clientes para lhes acompanhar neste tipo de travessias que poderiam ser solucionadas rapidamente si a E-Redes tivesse o pessoal e conhecimento deste tipo de instalações e processos.

Lamentavelmente após da desaparição da EDP Serviços, S.A e todas as equipas de Renováveis Na Hora que deram início à massificação da energia Solar Fotovoltaica em Portugal e que foram trocadas pelas novas normas e leis atuais. Ficando os proprietários de instalações de Microgeração e Minigeração numa situação indefensa.

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